Simone Souza diante de um portal iluminado em um templo gótico e egípcio

Simone Souza

escritora

Histórias que conduzem
a uma jornada de consciência.

Minha escrita percorre as regiões mais íntimas da alma, onde luz e sombra se entrelaçam.

Busco o domínio de mim mesma pelo alinhamento das forças superiores sobre as inferiores.

Escrevo sobre minha travessia pelo deserto da existência.

Conhecer o Templo Interior

Entre

Livros

Histórias da alma em contínuo processo de transformação.

Sobre Mim

Minha jornada, minhas inspirações, meu propósito.

Templo Interior

Um espaço de reflexão voltado ao autoconhecimento e ao refinamento de si.

Escritos

Reflexões, textos e mensagens para a alma.

Contato

Conecte-se, compartilhe, permita-se.

Átrio

Escrevo em fragmentos.

Textos curtos, concebidos como
imagens que vejo e sinto.

Poéticas de terror sombrio, introspectivas e simbólicas.

Irregularidade, silêncio e
estranhamento sustentam o estilo.

Não há narrativa tradicional.

Há travessias.

Os textos deste espaço não são
recortes da obra,
mas ecos de seus temas.

Escolha por onde iniciar sua travessia.

Fragmentos

A vida é feita em degraus.
Cada patamar é um ciclo de experiências.
Cada existência, uma história.

Sopro Primordial

Nasci quando a lua lançou prata sob o Nilo.
Minha alma antiga percorre seu caminho senoidal.
O sopro primordial me desperta quando é preciso viver.

Do pensamento nasce o núcleo da ideia.
Surge a imagem.
Na beleza da criação, dá-se o primeiro movimento.

O verbo se materializa no ventre universal.
Thoth concede vida.
Em suas palavras, o inerte se torna ativo.
O invisível se torna visível.
Assim começa a expressão.

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Espelho da Alma

O crepúsculo contém em si luz e escuridão.
Em mim também subsistem ambas.

No espelho da alma, a consciência enxerga.
Nada cria.
Apenas reflete.

Mostra a natureza sem distorções,
sem véus.
Mostra o reflexo interno.
Mostra o que sou diante de mim mesma.

É autoconhecimento.
Nem sempre estou preparada.
Nem sempre quero olhar.

Meus pulsos doem, às vezes.
Minha mente se distrai, às vezes.

No espelho vejo o passado e o futuro.
No espelho vejo quem sou.

Olho.
Fecho os olhos.
Escolho a compreensão.

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Véu dos Mistérios

Os véus...
Os véus...

Durante muito tempo,
o querer saber ocupou minhas noites escuras.

Véus dançam radiantes diante dos meus olhos.
Ofuscam a visão.

São a barreira que impede a percepção da verdade absoluta.
O limite entre o que já está consciente
e o que ainda não foi revelado.

São o ocultamento parcial da unidade.
A proteção do conteúdo interno.

Mas no meu propósito supremo, eu sei,
luzes surgirão.

Será o meu dia.
Serei oceano.
Verei tudo.
Serei tudo.

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Selo do Guardião

No final da longa escadaria há um portal.
Os gêmeos o sustentam.

O selo protege
e delimita o limiar.

Impede o acesso indevido.
Guarda o que está contido.
Separa um estado de outro.

Entre o plano físico
e o além da forma,
cada estado possui
a própria condição de existir.

Respeita leis.

A beleza da vida está na morte.
Na revelação.
No recordar-se.

É saber-se.

A ceifa é certa.
Enquanto isso,
plante.

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Voz do Oráculo

A voz canta em meus ouvidos.
Tirei minhas sandálias
e caminhei pelas areias quentes do deserto.

O mestre veio quando eu estava preparada.

Conforta-me enquanto escrevo.
Confronta-me com as experiências desta vida.

Provo das palavras.
E elas me alimentam.
A verdade, eu a percebo por intuição
nos dias muito claros,
quando a mente racional se aquieta
e já não interfere.

Vem da boca do mestre
aos meus ouvidos atentos.

Todos os dias tento retirar o joio do trigo.
Todos os dias escavo minhas entranhas.
Todos os dias busco minhas respostas,
ouvindo nas entrelinhas
o que a vida me diz.

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Fogo Interno

O fogo interno transforma.
É conduzido pela força da vontade.
Faz ver, faz sentir,
faz romper a abstenção de ser quem veio para ser.

Chama acesa da verdade,
espírito que convoca para a realidade,
alma que clama por paz.

Nele há conciliação e redenção.
Nele se consomem as memórias de dor,
as larvas, a podridão,
para que a energia da transformação seja recebida.

Transmuta um estado de consciência.
Inaugura a purificação.
Ensina a destruir e a construir.

É Sekhmet. É Bastet.
É compreender as forças da natureza.
É reconhecer grandes leis.
Faz reluzir a essência.
Revela o núcleo que move a vida.
Mostra a fonte por onde jorra a energia da existência.

Permite sentir-se parte de uma obra maior.
Permite ser humano no estado original da humanidade.
Permite tornar-se filho e cobrir-se do imenso azul da eternidade.

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Câmara do Eco

Na câmara do eco arrasto minhas correntes.
No quarto árido, de paredes duras, permaneço.
Ali premedito.

Não há distrações. Não há desvio. Não há fuga.

Tudo o que emito retorna.
A palavra retorna.
O julgamento retorna.
A intenção retorna.
O testemunho retorna.

Cada som bate na secura das pedras, e volta para dentro de mim,
como se o espaço guardasse memória.

Nada se perde. Tudo revela o que foi gerado.
Tudo torna o sutil perceptível.
Tudo devolve o que já existia em mim.

Neste deserto não há pureza inteira nem ruína inteira.
Há duas faces respirando em mim.

Revivo as experiências.
Escuto vozes que não cessam.
Elas se acumulam nos cantos, nas frestas, no ar imóvel.
Ecoam sem nunca parar.
Sem nunca parar.

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Campo do Éter

Só porque não se vê
não significa que não exista.

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Prática

Prática é verticalização.
Traçar uma linha de elevação.
Unir o visível ao invisível.
Dar forma à intenção.

O Altar

Um altar é um eixo fixo de si, um centro.
É um limiar, uma porta de transição entre céu e terra.
É a ativação da luz interior.

O espaço torna-se significado.
É onde se coloca para dar e receber.
É onde se pode ver melhor.

Erguer um altar é organizar o mundo
para que nele caiba uma verdade.

Acender uma luz é declarar que algo dentro de você quer viver.
Oferecer água é pedir que o coração volte a ser fresco.
Queimar incenso é traduzir intenção em ar.

Um altar é presença.

O Veículo

Eu, que nasci em águas primordiais,
ofereço água fresca para retirar as impurezas desta terra.
Que inunde toda a vida e faça brotar bons frutos.
Tudo há de se recompor, se renovar.
Eu a tomo e rejuvenesço.
Com água e natrão, purifico meu corpo e revigoro meu coração.
Eu, que a busco no lago sagrado,
derramo-a no corpo e sobre o altar para consagrar.
Que a água sagrada inscreva suas letras sobre minha cabeça.
Que, com minha boca aberta, eu tenha leite,
água fresca e água salgada.
Que meus sentidos despertem.

O Solo

O solo é fundamento.
Ancoragem.
Estar na terra é absorver alimento pelas raízes;
é crescer, desenvolver-se e dispor seus frutos.
Aqui, nada é gratuito.
Estar sob esta terra é oportunidade.
É sorver para, então, coagular purificado.
É aprofundar para ser capaz de dar.
É saber plantar na terra preta.
É sangrar sob a terra vermelha.
Escava…
Escava...

O Vento

Vento que purifica e semeia.
Vento que leva e traz.
O vento do norte refresca minha alma cansada.
Sua fumaça perfuma e consagra.
Abana-a.
Abana-a sobre meu corpo estendido.
O vento do sul adentra minhas narinas.
Volto a respirar, e a estrada da vida se abre diante dos meus olhos.
No meu horizonte, teço meu tapete vermelho.
Morro e renasço em meu ciclo vital.
Quero o poder em minhas mãos.
Quero dominar os ventos.
Quero a mente fértil, capaz de uma grande obra.

A Vibração

O som que eleva.
O som que muda sua frequência.
Alinha e desalinha.
Acalma e agita.
O som age profundamente.
O som equilibra.
Vibração é sintonia, é alinhamento.
Tudo vibra.
Erga seu sistrum.
O som se condensa em esfera.
Faz do ar um templo.
Afasta a violência, o engano, o mal.
Cria para si harmonia.
Os sons alinham a alma, agradam ao espírito.

A Transmutação

Transmutar.
Modificar.
Mutar aquilo que foi corrompido,
restaurando sua forma original,
avançado em conhecimento.
Há a transmutação de um elemento quando suas impurezas são retiradas:
resta sua essência original.
Há a transmutação de estado quando ocorre a compreensão da verdade:
um rosto em sofrimento se transforma em serenidade.
‘A transmutação de chumbo em ouro.’
Assim como a matéria pode ser transformada,
também é possível tornar-se um ser luminoso.
E aqui está nossa real função nesta terra,
tornar seres humanos melhores.
Respeitosos.
Conscientes.
Criadores de um mundo melhor.

Verticalização

Materialize seu altar.
Alimente Deus, para manter a ordem no mundo.
Alimente sua alma, para que a vida se sustente depois.
Entenda.
A vida não termina a sete palmos de terra,
nos cemitérios calmos.
E sim, o julgamento é real.
Na morte do corpo físico, alma e espírito se libertam do envoltório.
Nesse momento, estará sem máscaras.
Não há personalidade.
Não há manipulação.
Há somente a verdade, manifestada em dor e alegria.

No purgatório real, verá todas as suas ações, atitudes e palavras.
Sentirá na pele todo o seu bem e todo o seu mal.
E, por fim, todo mal será purgado sem piedade,
para que esteja pronto a receber seu bem.
Então, em meio límpido,
suas virtudes serão exaltadas.
Não estamos aqui senão para evoluir;
e assim será.
É o caminho.

Materialize seu altar.
Eleve-o.
Altares podem ser erguidos sobre móveis, sobre pedras.
Podem ser discretos.
São construídos para si.
O que importa é haver um signo, um sinal,
que tenha significado para você.
Que, ao olhá-lo, coloque você em presença da eternidade.
Que remeta à iluminação.
Que dê a energia necessária para seguir em frente
e o liberte da estagnação.

Que seja um espelho,
pois nele verá, além de suas próprias vestes,
o que é necessário para seu aprimoramento.
O autoconhecimento é a joia mais valiosa
deste deserto que parece sem fim.
Em seu altar, eu não posso criar imagens.
Apenas você.
Cada um conhece de si
e sabe onde buscar a verdade.
Verticalize-se.

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Água de Cura

As águas levam a intenção para dentro de si.
Escorrem pelos canais da vida.
Alimentam as células.
Organizam o que em você pede ordem.
Faça sua água de cura.
O processo deve ser íntimo, mas abrangente.
A chuva não cai apenas sobre o seu guarda-chuva.
Uma pedra molhada faz escorregar.
O planeta é sua casa; seu corpo, seu quarto.

Escolha um incenso pelo olfato.
Assim, usará o perfume mais alinhado à sua energia neste momento.
Recolha a água e coloque-a em um recipiente.
Faça o ritual em um local purificado pela fumaça.
Coloque boas palavras de intenção.
Que sejam positivas, para crescimento.
Que não sejam polarizadas, mas sugiram o que deseja,
sem fechar o caminho.
Lembre-se: nem sempre sabemos o que realmente precisamos.

Deixe espaço para que forças universais ajam em seu perfeito equilíbrio.
Confie.
Sinta como seu remédio se condensa em energia,
e ela trará cura para o corpo, para a alma, para o espírito.
Faça suas preces.
Se a emoção vier, deixe-se livre.
Explore a alegria de ser.
Sentirá quando o ritual terminar.
Saberá que sua água está repleta para o bem e para a reparação.

Segure o recipiente com a mão direita e beba,
sentindo-a descer por dentro.
Passe um pouco pela nuca, pelos pulsos e no alto da cabeça.
A água, a palavra e a cura são a tríade mágica que escorre das estrelas.
É a água fresca do rei.
Purifique-se.
Revigore-se.
Renove-se.

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Percepção da Terra

Pise o solo consciente.
Crie conexão.
Olhe: veja o solo em que pisa.
Ele sustenta você e limita sua queda.
Você não o observa, mas ele sempre esteve ali:
fundamentou cada passo.
Dele nasce toda a criação, e ainda assim não se vê sua imagem.
O horizonte lança véus sobre os olhos.
No alto do céu, a lua reflete seu ardor; o lago devolve; o solo dissolve.

Retire as sandálias.
Lave os pés.
Ande descalça.
Percorra seu quarto, sua sala, sua casa;
observe cada sensação.

Ande sobre pedras quentes e sobre pedras frias.
Sinta elementos que estão aqui antes mesmo de você.
Ande pela grama.
Por campos abertos e fechados.
Por entre árvores e cachoeiras.

Sinta a terra.
Sinta o solo.
Deixe-se ancorar.
Veja onde está.
E pense em como pode beneficiar esta terra.
Dê-lhe oferendas: água sagrada, uma flor perfumada;
coloque sobre o solo um vaso bonito.
Crie.
Gere.
Melhore por onde passa.
Entregue seu fruto.

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Tome um Banho de Vento

Não ignore a oferenda do dia.
O que você precisa?
Sol, chuva, dias nublados sem fim?
Sente-se em um local confortável.
Silencioso.
Calmo.
Apague as luzes artificiais.
Deixe portas e janelas abertas.
Coloque-se em posição meditativa, sentada;
não apoie o tronco.
Seu corpo será uma coluna no meio do deserto.

Não tenha pressa.
Leve este espaço para dentro.
Você e o ambiente tornam-se homogêneos.
Depois, observe o vento, sinta-o se dividir em você.
Perceba o cheiro.
Leveza.
Note-o girar, banhando e limpando toda a poeira
de pensamentos que impregnam sua pele.
A limpeza do vento é maravilhosa.
Ela fará você reluzir.
Erguerá sua face.
Dará energia para seguir sua jornada.

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Ouça

Use a vibração a seu favor.
Purifique as discordâncias.
Ouça música.
Deite-se confortavelmente.
Escolha uma música que reflita bons momentos,
uma época alegre que remeta a bons sentimentos.
Ouça o que a música diz.
O que dizem as palavras.
Os instrumentos que a envolvem.
E como tudo isso repercute em seu corpo.

Busque seu tom de apaziguamento consigo mesma.
A paz é elemento interno.
Ninguém faz guerra se estiver em paz consigo mesmo.
Deixe a musicalidade se espalhar.
Harmonize.
Use ritmos, acordes, gêneros diferentes e experimente as sensações.
Escolha aquelas que trazem calma, revelação e reflexão;
aquelas que elevam seu espírito.

Umas farão isso pela sonoridade; outras, por recordações;
outras ainda, por reflexão.
Não há fórmula.
É sua consciência que irá catalogar.
Inclua essa seleção em seu dia a dia.
Conforte-se.
Afine-se.
Sustente-se.

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A Arte de Transformar e Incorporar

O que nos contamina?
A comida que entra no corpo é eliminada,
deixando apenas seus nutrientes.
Assim, o que entra no corpo deve ser neutro,
e o que sai do coração, transformador.
A maldade, a mentira e a violência,
assim como as palavras e ações manifestadas,
corrompem e contaminam o coração.
A intenção do bem é como o fogo que consome as impurezas
e devolve a ordem.

Nada está aqui ao acaso.
Cada elemento, cada alimento,
carrega em si uma função.
O céu azul, o mar azul-esverdeado, as florestas verdes…
absolutamente tudo tem algo a cumprir.

O alimento pode ser purificado para que, ao ser incorporado,
não reste nele qualquer resíduo desarmônico,
impregnado no processo de industrialização
ou por quem o preparou,
mas apenas a intenção do bem
e a neutralização de energias pesadas.
Pode-se fazer uma prece de agradecimento ao alimento
ou inserir boas palavras e bons pensamentos;
isso transforma o alimento em essência sagrada para
o corpo, a mente e o espírito.

Compartilhar uvas com quem deseja o bem
é uma forma de dar e receber prosperidade.
Harmoniza e eleva a energia sutil do ambiente.
Traz alegria pelo ato.
Reconforta sem palavras.
É um presente para quem recebe
e um privilégio para quem dá.

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Elementos

Elementos são meios de condensação do invisível.
Cada um possui uma frequência própria.
Por isso, auxiliam no processo de transmutação, atuando na polarização das forças.
Por eles, o sutil encontra forma.

PEDRAS DA TERRA

Ancoragem e memória nas formas minerais

A atração pelas pedras dispensa palavras.
Não é preciso nomeá-las para que encantem.
As diversas cores, o brilho e sua formação impressionam.
Não são apenas ornamentos ou símbolos de poder.
Possuem atributos semelhantes aos dos demais reinos desta terra.
Brutas ou polidas, existe nelas uma essência abstrata.
O estado não diz tudo. Não revela tudo.
A causa da atração é sua preciosidade.
Sólida. Geometricamente regular.
Nascida das pressões do subsolo, das cristalizações por gotejamento,
das impurezas químicas, da radiação, das emissões solares e telúricas,
e dos milhares de anos nas profundezas escuras e incalculáveis,
cada pedra cristaliza à sua maneira.
É capaz de emitir energia na faixa eletromagnética.
Absorve. Conserva. Concentra. Transforma.
Quanto conhecimento há em uma pedra?
Possui estrutura atômica simétrica.
Os sistemas cristalinos existem em sete formas.
O átomo é dinâmico.
Suas partículas giram em torno do centro, em movimento eterno,
vibrando em sua frequência, gerando energia.
A pedra carrega em si um significado sagrado.
É registro da evolução da Terra.
Ancora a memória primordial.
Age por meio de ressonância e vibração.

A VIGÍLIA

A chama como presença, intenção e direção

De forma intuitiva, buscamos clareza, uma luz interior, algo que permaneça vivo dentro de nós.
A chama se tornou, em muitas tradições, a imagem dessa busca.
Remete à esperança, à vigília, à presença do sagrado e àquilo que excede a matéria visível.
O fogo é um dos símbolos mais intensos da transformação.
Quando o acendemos fora, algo também se acende dentro.
Sua força não se divide ao ser compartilhada. Permanece.
Em templos, rituais funerários, cerimônias espirituais e práticas mágicas, a chama acompanha a intenção humana de atravessar o visível e tocar o que é mais sutil.
Seu movimento sugere elevação, purificação e passagem.
O fogo destila, sublima, separa o sutil do grosseiro.
Por isso, a chama se torna imagem da vontade interior em direção a um estado mais alto de consciência.
Ritos e preces silenciosas talvez sejam apenas formas distintas de orientar a mesma força.
O essencial não está no gesto em si, mas na intenção que ele conduz.
Assim, a chama se torna contemplação, oração, conhecimento interior.
Pequena diante dos olhos, mas capaz de refletir aquilo que tentamos manter aceso em nós.

O TAROT

Instrumento de contemplação e leitura simbólica

Minha relação com o Tarot não nasceu da prática tradicional de leitura com terceiros, mas de um encontro pessoal com o símbolo que ele representa.
Utilizo as cartas como um instrumento de reflexão e aprofundamento interior.
Quando uma carta é revelada, ela funciona como um espelho simbólico.
A imagem provoca reflexão, desperta associações e ilumina aspectos internos que muitas vezes já estavam presentes, mas ainda não haviam sido percebidos com clareza.
Assim, o Tarot pode ser contemplado como um instrumento de meditação, uma ferramenta de autoconhecimento e também, em determinados momentos, um meio de orientação intuitiva.
Quando nos aproximamos dele com silêncio interior e intenção clara, as cartas muitas vezes revelam direções surpreendentemente precisas, não como imposições do destino, mas como possibilidades que emergem do encontro entre símbolo e consciência.
Uma única carta pode conter a causa, a situação, o resultado;
ou seja, torna-se uma chave de contemplação, um oráculo psicológico e espiritual.
Minha prática parte do princípio de que as cartas não “criam” o destino nem determinam acontecimentos.
Elas revelam padrões, movimentos e tensões presentes no momento em que a pergunta é feita.
Tornam visível aquilo que muitas vezes já está se formando no interior da experiência humana.
Por isso, a pergunta é sempre o ponto de partida.
Uma pergunta verdadeira abre um campo fértil.
A carta que surge nesse contexto não é apenas um símbolo isolado, mas uma imagem que dialoga diretamente com o estado psíquico e espiritual de quem a consulta.
Nesse processo, não busco interpretações rígidas ou receitas universais.
Cada carta contém um arquétipo, e cada arquétipo possui múltiplas camadas de significado.
A leitura surge da contemplação da imagem, da relação entre os símbolos e do momento vivido.
Em alguns momentos, essa prática conduz a reflexões profundas.
Em outros, oferece direcionamentos práticos surpreendentemente precisos, como uma leitura sensível das forças que estão em movimento.

O TAROT

Os Arcanos como jornada simbólica

Os vinte e dois Arcanos Maiores do Tarot podem ser compreendidos como etapas de uma jornada simbólica da consciência.

Cada carta representa um arquétipo, uma imagem fundamental da experiência humana.

Quando observadas em sequência, essas cartas formam um percurso que descreve o movimento da vida interior: nascimento, aprendizado, desafios, transformação e realização.

A jornada inicia-se com o Louco, figura que simboliza o início da experiência humana.

Ele representa a abertura ao desconhecido, a inocência e o impulso de caminhar sem ainda conhecer completamente o caminho.

Em seguida surgem arquétipos que estruturam a experiência: a autoridade, o conhecimento, a tradição, o amor, a escolha e a construção da identidade no mundo.

Ao longo do percurso aparecem também símbolos de crise e transformação.

Cartas como a Morte, a Torre ou o Enforcado não representam necessariamente acontecimentos literais, mas momentos de ruptura interior, nos quais antigas estruturas precisam ser abandonadas para que novas compreensões possam surgir.

Outros arquétipos apontam para processos de integração: a Estrela, a Lua e o Sol revelam diferentes estados da consciência, desde a intuição profunda até a clareza e a vitalidade da consciência desperta.

A jornada culmina no Mundo, símbolo de realização e integração.

Nesse ponto, alcança-se a completude, não como fim definitivo, mas como a conclusão de um ciclo de experiência.

O silêncio antes das cartas

Antes de abrir o Tarot, coloque-se em silêncio.

O Tarot responde melhor quando não é consultado com ansiedade ou pressa.

A carta não deve surgir de um impulso agitado, mas de uma pergunta amadurecida no interior da consciência.

Aquiete-se.

Um pequeno intervalo cumpre uma função importante: ele separa o ruído do cotidiano do campo simbólico em que o Tarot atua.

A pergunta, nesse contexto, torna-se um gesto de intenção.

Ela organiza o pensamento e delimita o campo em que o símbolo irá atuar.

A tiragem em si costuma ser simples.

Muitas vezes, uma única carta já contém material suficiente para reflexão.

O mais importante não é a quantidade de cartas, mas a qualidade da atenção dedicada ao símbolo que aparece.

Ao observar a carta, o olhar percorre seus elementos: figuras, cores, gestos, direções.

Cada detalhe pode sugerir associações, lembranças ou percepções que dialogam com a pergunta inicial.

Nesse momento, o Tarot passa a funcionar como um espelho simbólico.

A imagem revela algo que já estava presente na experiência interior, mas que ainda não havia sido percebido com clareza.

Por isso, o verdadeiro trabalho não acontece apenas no instante da tiragem.

Ele continua depois, na contemplação da carta e na reflexão silenciosa que ela provoca.

O Tarot, então, cumpre sua função mais profunda: abrir um espaço de diálogo entre o símbolo, a consciência e a intuição.

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OS VAPORES

Consagração do ar e do campo sutil por óleos e incensos

O perfume revela-se na fumaça que ascende e na essência extraída dos óleos.
Pela queima ritual de plantas e resinas,
o perfume inscreve-se nas orações, nas oferendas, nos rituais funerários
e na comunicação com o invisível.
Eleva-se. Entrega mensagens. Equilibra.
O aroma envolve e transmuta estados da alma.
Faz sentir. Ilumina a mente. Induz o sonho.
Penetra os liminares da percepção.
Absorve as densidades. Sorve o que pesa.
Enquanto purifica, tece no ar uma atmosfera sensorial e sagrada.
E, por isso, está aqui.

MIRRA

O perfume dos Deuses

Os perfumes são emanações de frequências.
Mais do que aromas, são elementos de transição
entre o visível e o invisível, capazes de tornar
sensível aquilo que pertence ao espírito.
A mirra é a substância da transfiguração.

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CANELA

A casca de fogo

A canela é casca.
Não flor. Não folha.
Casca é aquilo que protege e concentra.

Sinta

PALO SANTO

A madeira da passagem

Palo Santo significa madeira sagrada.
Não nasce do corte, mas da queda.
A árvore precisa morrer naturalmente e permanecer anos no solo até que seus óleos despertem.
É da decomposição que vem o perfume.
Por isso, seu campo não é o da elevação imediata.
É o da travessia.

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O REGISTRO

Leitura como espelho e inscrição do pensamento

A leitura sempre foi um dos caminhos mais profundos para o encontro com o pensamento.
No entanto, vivemos um tempo em que ler tornou-se cada vez mais raro ou, ao menos, mais superficial.
O mundo moderno nos acostumou à rapidez.
As informações chegam em fragmentos curtos, instantâneos e descartáveis.
Notícias, opiniões e ideias passam diante de nós como relâmpagos: iluminam por um instante e logo desaparecem.
Na semana seguinte, já não permanecem na memória, nem no espírito.
Essa velocidade cria a ilusão de conhecimento, mas frequentemente esvazia o conteúdo de profundidade.
Os livros, por outro lado, pertencem a outro tempo.
Um tempo mais lento e mais humano.
Ler um livro é entrar em um espaço de silêncio e atenção.
É permitir que uma história, um pensamento ou uma ideia se desenvolva diante de nós.
É acompanhar um raciocínio, observar um personagem, perceber nuances, comparar experiências, refletir.
Uma boa leitura não apenas informa: ela transforma.

Livros filosóficos

Os livros filosóficos exigem atenção e paciência.
Nem sempre se revelam rapidamente.
Muitas vezes, uma única página já contém ideias suficientes para um dia inteiro de reflexão.

Livros simbólicos

Algumas obras trabalham com símbolos, imagens e metáforas.
Elas não se esgotam na leitura literal.
Com o tempo, novos significados podem surgir.

Livros para releitura

Existem livros que pedem retorno.
Não porque não tenham sido compreendidos, mas porque o leitor mudou.
A releitura é uma das formas mais profundas de encontro com uma obra.

Manifestações de Luz na Matéria

A luz primordial nasce do intelecto divino.
Contém em si todas as cores.
A unidade da criação se dispersa em luz por todo o universo.
Então, divide-se, e o cosmos se ordena.

A matéria se manifesta no espaço e no tempo.
Impõe seu ritmo.
É o movimento cíclico universal.
Há harmonia na criação.

Rubi

É energia vital.
É força, poder, coragem.
É intensidade, vigor interior.

Ouro

É fonte de vida e eternidade.
É luz solar, consciência, incorruptibilidade.
É vitalidade, presença, força interior.

Prata

É o mundo interior.
É intuição, percepção, reflexão.
É a capacidade de refletir a luz.
É serenidade e clareza emocional.

Cristal de quartzo

É transição.
É clareza, calma, mediação entre níveis de realidade.
É equilíbrio emocional, foco mental.

Diamante

É luz.
É luz divina, intelecto universal,
o cristal que manifesta todo o espectro da luz.
É pureza absoluta.
É poder espiritual, luminosidade, expansão.

Esmeralda

É a harmonia da natureza.
É fertilidade, força criadora,
renovação, regeneração, ordem.

Lápis-lazúli

É um céu profundo,
estrelado.
É verdade.
É sabedoria divina, visão interior.
É serenidade mental.

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A VELA

A vela vive enquanto consome a matéria que a sustenta.
Nisso reside sua força simbólica.
A cera pode ser lida como forma e corpo.
O pavio, como consciência que atravessa o processo.
O calor, como vida em ação.
A chama, como espírito.
A luz, como conhecimento.
Enquanto a matéria se transforma, a chama permanece erguida.
A transmutação acontece ali, diante dos olhos.
A matéria se consome para produzir luz.
Por isso, a vela se torna um foco para a intenção.
Pode acompanhar uma meditação, uma prece silenciosa ou um momento de recolhimento.
Não é a forma do rito que importa, mas a disposição interior que ele desperta.
É por isso que a incluo entre meus elementos.
Nela, objeto, símbolo e instrumento se unem.
Hoje, é a forma mais simples de trazer o fogo para o campo sutil do trabalho interior.
No meu altar, seu uso marca a passagem entre a vida cotidiana e a vida interior.
Uso velas brancas.
Para mim, a força não está na cor, mas na intenção.
O branco basta como imagem de simplicidade, purificação e luz sem desvio.
Acender uma vela não é apenas um gesto simbólico.
É um chamado à presença, um estado de abertura, uma lembrança de que a luz buscada fora precisa ser cultivada dentro.
E, às vezes, é também um alívio silencioso para o peso que a alma carrega.

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MIRRA

No antigo Egito, incensar era santificar.

O perfume não era um ornamento, mas um meio de consagração.

Perfumar-se significava revestir o corpo com uma qualidade divina, tornando-o receptivo ao sagrado.

Os templos utilizavam resinas aromáticas para sustentar a presença espiritual, purificar o espaço e estabilizar a consciência.

Considerada um elemento de transformação, a mirra era associada à integridade e à continuidade do ser.

Nos textos rituais ligados a Osíris, sua função era a reconstrução espiritual.

Sacerdotes ofereciam incenso para sustentar a presença dos deuses.

Empregavam a essência em ritos funerários para manter o corpo energético íntegro, permitindo que a consciência sobrevivesse à transição entre mundos.

Inscrições em templos afirmam que a mirra abre caminhos invisíveis e torna um espírito perceptível às dimensões sutis.

Essa compreensão ecoa na tradição cristã, quando Baltazar oferece mirra a Jesus Cristo em seu nascimento.

A oferenda é um símbolo de reconhecimento da natureza eterna do ser.

Do corpo como veículo da essência divina.

Daquele destinado à transfiguração e não à dissolução.

Nesse contexto, a mirra expressa o reconhecimento da continuidade da vida para além da forma.

Diante disso, considero que a mirra seja mais que um símbolo do passado, mas um instrumento de transformação espiritual em fases de integração, passagem e permanência.

Uso ritual contemporâneo

Como perfume, aplique pequenas quantidades sobre o peito, no pescoço, nos pulsos e no topo da cabeça.

Esses pontos favorecem a integração entre corpo e consciência.

Realize o gesto com presença, reconhecendo o corpo como um espaço de manifestação do espírito.

Em incenso, acenda a mirra em silêncio.

Permita que o aroma preencha o ambiente e observe sua ação sutil.

Utilize este momento como um ato de purificação, estabilização e lembrança da natureza essencial do ser.

A mirra é um instrumento de consagração.

Seu uso ritual estabelece um campo de presença, integra os níveis do ser e recorda a dimensão luminosa e contínua da existência.

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CANELA

Canela vem do tronco.

Da árvore que se deixa retirar em lâminas finas, secas ao ar, até que a matéria se enrole em si mesma.

A forma nasce da perda de água.

O perfume nasce do que permaneceu.

É antiga.

Circulou por rotas de comércio e de culto, atravessando casas, templos e cozinhas.

Por séculos, foi especiaria rara, mas sua doçura nunca foi o centro.

Seu núcleo é calor.

A canela aquece o ambiente.

Aquece a memória.

Aquece o gesto.

Em movimento, abre, chama, acelera.

Em fronteira, marca limiares, protege, sustenta o limite contra o que não deve entrar.

Aquece, protege, limita.

É o calor que atravessa e ordena.

Firma a intenção.

Acende e guarda.

Uso ritual contemporâneo

Como pó: trace uma linha fina para delimitar.

Funciona bem em limiares: portas, janelas, cantos do espaço, bordas rituais.

Como incenso: queime um pouco.

A canela se espalha rapidamente pelo espaço.

Use para abrir um trabalho, aquecer um ambiente frio, limpar uma atmosfera pesada, marcar um início, selar um fim de estado.

Depois, deixe o ar se assentar.

Como guardiã da porta de entrada, use uma vassoura atrás da porta como quem instala um limite.

Não é decoração.

É proteção.

Borrife essência de canela de tempos em tempos.

Pouco basta para ativar o campo.

Sustentar a linha:
isto entra / isto permanece fora.

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PALO SANTO

Usado por povos indígenas da América do Sul, o Palo Santo acompanha ritos de encerramento, limpeza e preparação.

Sua fumaça não adorna.

Fecha ciclos.

De aroma seco, quente, levemente cítrico, remete a uma presença firme.

Tradicionalmente é aceso antes e depois de rituais.

Serve para limpar o espaço, estabilizar o corpo e afastar o que não precisa permanecer.

Não chama luz.

Remove ruído.

Carrega a memória da morte fértil.

Daquilo que se transforma antes de florescer.

Uso ritual contemporâneo

Acenda o Palo Santo com respeito.

Permita que a chama toque a madeira e depois se apague.

Deixe apenas a fumaça.

Passe pelo corpo, pelas mãos, pelo ambiente.

Não apresse o gesto.

Observe o ar mudar
e a energia dissipar os ruídos.

Use quando precisar encerrar um estado, limpar um ambiente ou marcar uma transição.

O Palo Santo atua como limite.

Ele separa.

Delimita.

Conclui.

É um elemento de passagem.

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ESCRITOS

Ler é também aprender a escutar o pensamento.

Há obras que se compreendem rapidamente; outras se revelam lentamente.

A leitura é um encontro entre o texto e o momento interior do leitor.

Uma página pode pedir um intervalo.
Pensar também faz parte da leitura.
Leia com presença.

Alguns livros informam; outros, silenciosamente, transformam.

Alguns livros parecem nos ler enquanto os lemos.

Um bom livro não termina na última página; ele continua no leitor.

Quando retornamos a um livro, descobrimos que ele não mudou; quem mudou fomos nós.

Aceite o silêncio da reflexão.
Respeite o tempo do texto.
Algumas ideias exigem pausa e contemplação.

Não.
Não encontramos aqui apenas conexões entre livro e leitor.
A iluminação do campo das ideias vai além.
A observação de cada criatura também conduz a imagens de beleza sem igual.
O cotidiano não deve ser pequeno, automático ou febril. Se for, o que levará desta viagem?
Lembranças de dor? Ressentimentos? Breves dias felizes? Ou talvez nem tantas lembranças assim?
Olhe para o que tem nas mãos.
Reconheça os frutos que levará para tua eternidade.

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O Livro

Escrever é fazer existir

Sou escritora de terror psicológico e filosofia da morte.
Escrevo contos densos, sombrios, interpretativos.

Construí um espaço silencioso para que, atravessando véus sucessivos,
você pudesse chegar até aqui.

Cada camada foi pensada como passagem.
Cada intervalo, como preparação.
Não se trata apenas de leitura, mas de aproximação.

Quis dispor o espírito em estado de escuta.
Há encontros que exigem travessia.

Este é um lugar de retorno.
Um território onde a luz e a escuridão não se opõem,
mas se reconhecem.
Onde permanecer é, em si, um gesto ritual.

A obra está disponível.

Acesse a travessia.

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Contato

Conecte-se, compartilhe,
permita-se.

Este espaço será preparado para receber mensagens, leituras e caminhos de contato.

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AGUARDE