A voz canta em meus ouvidos.
Tirei minhas sandálias
e caminhei pelas areias quentes do deserto.
O mestre veio quando eu estava preparada.
Conforta-me, enquanto escrevo.
Confronta-me com as experiências desta vida.
Provo das palavras.
E elas me alimentam.
A verdade eu a percebo por intuição
nos dias muito claros,
quando a mente racional se aquieta
e já não interfere.
Vem da boca do mestre
aos meus ouvidos atentos.
Todos os dias tento retirar o joio do trigo.
Todos os dias escavo minhas entranhas.
Todos os dias busco minhas respostas,
ouvindo nas entrelinhas
o que a vida me diz.